terça-feira, 2 de setembro de 2008

terça-feira, 29 de julho de 2008

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Fernando Pessoa, 1888


homenagem a Pessoa, sem "a"

Felino que te divertes no exterior
Como se fosse no leito
Quero ter o teu viver
Porque nem sequer é viver.

Gato que brincas na rua
Como se fosse na cama,
Invejo a sorte que é tua
Porque nem sorte se chama.

imitado de Pessoa
O aluno é um “aprendedor”
Decora tão rapidamente
A lição, que chega a aprender
Mesmo quando não quer saber.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Haikai (des)orientados (oficina de escrita)

(Jardim da Especulação Cósmica desenhado por Charles Jenks)

O haiku é uma forma minimalista de poesia japonesa. É composta por versos curtos e um longo, sendo que o primeiro (curto) deve ter 5 sílabas, o segundo (longo) deve ter 7 sílabas e o terceiro (curto) deve ter 5 sílabas. O haiku não deve ter mais de duas frases e os versos também não devem rimar entre si. As temáticas, normalmente, centram-se na natureza, nas estações do ano e nas impressões deixadas por um momento.


Em cima transcrevemos um dos mais conhecidos textos de Bashô :

O velho tanque
uma rã mergulha,
barulho de água.


Regras:
- Seguir as regras do haiku adaptado à língua portuguesa:
- Três versos (17 sílabas métricas - 1º verso -5 sílabas; 2º verso- 7 sílabas, 3º verso - 5 sílabas)
- Não mais de duas frases.
- Sem rima.
- Tema livre.

É uma andorinha
No céu a voar sem rumo
Como a natureza.

Bruna M.


Com a primavera
Chegaram os emigrantes,
Animais sem dono.
Joana

Ar fresco, calmo
Ar fresco de primavera
Chamando as folhas.
Miguel

Já é Primavera,
Crescem nenúfares no lago,
No meu coração.
Bruno

Dia de Primavera,
Por mais que caminhe,
O dia inteiro não basta.
Carla

Ao cair das folhas
Abandonando-se ao vento
As tardes de Outono.
Mimi

Fogo arde no mar
Queimando o meu coração.
Voar para longe.
Sandra

No oceano azul
Estou sozinho, nem a
Lua me acompanha.
André

Quero ser um mar
Que não tenha muitas ondas
Para eu ser feliz.
Andreia Patrícia

O céu azul
Como o brilho dos teus olhos
Que me faz vibrar.
Carla

É uma margarida
Que abandona o seu lar
Triste e sozinha.
Sara e Bruna B.


O velho sábio
Ouvindo suaves ondas
Entre muitos sons.
Pedro

quinta-feira, 5 de junho de 2008

imitado de Vasco Graça Moura


imitado de Vasco Graça Moura, a partir de "Soneto do Soneto":

Um verso tem este monóstico.

Dois versos tem este dístico
Pouco lírico , mas bem característico.

Três versos tem este terceto.
Este é seu mísero esqueleto
Que nem é branco, nem é preto.

Quatro versos tem esta quadra
Que de popular não tem nada.
A rima terá de ser emparelhada
e interpolada, porque não conseguimos a cruzada!

Cinco versos tem esta quintilha
Só um deles é solteiro,
Sendo aqui um espécie de ilha.
De resto, é uma maravilha
De versos terminados em “ilha”.

Soneto do Soneto, de Vasco Graça Moura

Soneto do Soneto, de Vasco Graça Moura

Catorze versos tem este soneto
De dez sílabas cada, na contagem
Métrica portuguesa; de passagem,
O esquema abba dá esqueleto.

Aos versos do começo: a engrenagem
Podia ser abab, mas meto
Aqui baab destartem preto
No branco, instabilizo, a sua imagem.

Teria, isabelino, uma terceira
Quadra cddc e ee final,
Em vez de dois tercetos, com quilate

Sempre de ouro no fim, de tal maneira
Porém o engendrei continental,
Que em duplo cde tem seu remate.

Vasco Graça Moura

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Conheça-se com o teste FALAR VERDADE A MENTIR


O 8ºF desenvolveu um teste de personalidade (quase) infalível, a partir da obra de Almeida Garrett - FALAR VERDADE A MENTIR. Atreva-se!

Por Amor:
A - faz e acredita em tudo
B - põe tudo em pratos limpos
C - diz tudo o que o seu amor quer ouvir.
D - e por dinheiro faz o que for preciso
E - protege os seus.
F - perdoa tudo.

Para si, a mentira é:
A - fácil de perdoar
B - uma moda da juventude
C - é um vicio
D - uma oportunidade
E - imperdoável
F - é descupável quando é por amor.

O dinheiro, para si:
A - é indiferente
B - é o seu sustento
C - justifica uma mentira
D - é ouro sobre azul
E - é uma questão séria
F - não é o mais importante da vida

O Porto é:
A - passado
B - cidade eterna
C - cidade de gente flexível
D - província
E - é terra de gente honesta
F - cidade de gente amiga

Confira os resultados:
Se a maioria das suas respostas é A), você é uma Amália: apaixonada e ingénua.
Se a maioria das suas respostas é C), você é um Duarte: mentiroso e trapaceiro.
Se a maioria das suas respostas é D), você é um J. Félix: interesseiro e ardiloso.
Se a maioria das suas respostas é E), você é um Brás Ferreira: desconfiado e sério
Se a maioria das suas respostas é F), você é um General Lemos: generoso e bem-disposto.

sábado, 10 de maio de 2008

Noivado do Sepulcro, de Soares de Passos

Ainda a propósito de Falar Verdade a Mentir e da declaração artificial e hiperbólica de José Félix a Joaquina:

"José Félix – Não me interrompas, não me interrompas, deixa ir. Silfo, anjo, sopro, mulher! amo-te porque o meu coração está em brasa, e tenho umas veias, e estas veias... têm umas artérias... e estas artérias têm... não têm... as artérias não têm nada; mas batem, batem como os sinos que dobram pelo finado na hora do passamento, que é morrer, morrer, morrer... oh Joaquina, morrer! E que é a morte? É a vida que cai nos abismos estrepitosos da eternidade, que é, que é..."

Referi a expressão mais alta do ultra-romantismo português, O Noivado do Sepulcro, de Soares de Passos, um texto que leva ao extremo o estilo romântico, acabando por ser risível.

O NOIVADO DO SEPULCRO

BALADA

Vai alta a lua! na mansão da morte
Já meia-noite com vagar soou;
Que paz tranquila; dos vaivéns da sorte
Só tem descanso quem ali baixou.

Que paz tranquila!... mas eis longe, ao longe
Funérea campa com fragor rangeu;
Branco fantasma semelhante a um monge,
D'entre os sepulcros a cabeça ergueu.

Ergueu-se, ergueu-se!... na amplidão celeste
Campeia a lua com sinistra luz;
O vento geme no feral cipreste,
O mocho pia na marmórea cruz.

Ergueu-se, ergueu-se!... com sombrio espanto
Olhou em roda... não achou ninguém...
Por entre as campas, arrastando o manto,
Com lentos passos caminhou além.

Chegando perto duma cruz alçada,
Que entre ciprestes alvejava ao fim,
Parou, sentou-se e com a voz magoada
Os ecos tristes acordou assim:

"Mulher formosa, que adorei na vida,
"E que na tumba não cessei d'amar,
"Por que atraiçoas, desleal, mentida,
"O amor eterno que te ouvi jurar?

"Amor! engano que na campa finda,
"Que a morte despe da ilusão falaz:
"Quem d'entre os vivos se lembrara ainda
"Do pobre morto que na terra jaz?

"Abandonado neste chão repousa
"Há já três dias, e não vens aqui...
"Ai, quão pesada me tem sido a lousa
"Sobre este peito que bateu por ti!

"Ai, quão pesada me tem sido!" e em meio,
A fronte exausta lhe pendeu na mão,
E entre soluços arrancou do seio
Fundo suspiro de cruel paixão.

"Talvez que rindo dos protestos nossos,
"Gozes com outro d'infernal prazer;
"E o olvido cobrirá meus ossos
"Na fria terra sem vingança ter!

– "Oh nunca, nunca!" de saudade infinda
Responde um eco suspirando além...
– "Oh nunca, nunca!" repetiu ainda
Formosa virgem que em seus braços tem.

Cobrem-lhe as formas divinas, airosas,
Longas roupagens de nevada cor;
Singela c'roa de virgínias rosas
Lhe cerca a fronte dum mortal palor.

"Não, não perdeste meu amor jurado:
"Vês este peito? reina a morte aqui...
"É já sem forças, ai de mim, gelado,
"Mas inda pulsa com amor por ti.

"Feliz que pude acompanhar-te ao fundo
"Da sepultura, sucumbindo à dor:
"Deixei a vida... que importava o mundo,
"O mundo em trevas sem a luz do amor?

"Saudosa ao longe vês no céu a lua?
– "Oh vejo sim... recordação fatal!
– "Foi à luz dela que jurei ser tua
"Durante a vida, e na mansão final.

"Oh vem! se nunca te cingi ao peito,
"Hoje o sepulcro nos reúne enfim...
"Quero o repouso de teu frio leito,
"Quero-te unido para sempre a mim!"

E ao som dos pios do cantor funéreo,
E à luz da lua de sinistro alvor,
Junto ao cruzeiro, sepulcral mistério
Foi celebrada, d'infeliz amor.

Quando risonho despontava o dia,
Já desse drama nada havia então,
Mais que uma tumba funeral vazia,
Quebrada a lousa por ignota mão.

Porém mais tarde, quando foi volvido
Das sepulturas o gelado pó,
Dois esqueletos, um ao outro unido,
Foram achados num sepulcro só.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

terça-feira, 22 de abril de 2008

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Não te cases, papá! de Fina Casalderrey

Não te Cases, Papá!, de Fina Casalderrey

"Tudo se tornou cinzento para Hélia. E o pior não é o ter de convalescer num hospital, depois de uma operação à apendicite, o pior é ter de aguentar essa bruxa da Berta, que quer tirá-la ao pai e aos irmãos. A presença de Berta, sentida como uma intolerável intromissão, despertará em Hélia a recordação da mãe, falecida três anos antes e, com ela, um turbilhão de emoções: raiva, nostalgia, dor..."

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Falar verdade a mentir

Dia 16 de Maio, vamos assistir à dramatização de Falar Verdade a Mentir, de Almeida Garrett, pelo Teatro Actus.



"Em “Falar Verdade a Mentir”, Almeida Garrett põe em cena os próprios dispositivos teatrais. José Félix, o criado particular de um General, tudo fará para tornar credíveis as mentiras de Duarte, pretendente de Amália, ama de Joaquina. O motivo: desse casamento depende o seu casamento com Joaquina, que por acaso até tem um dote. Brás Ferreira, pai de Amália, preparado para apanhar Duarte numa das suas muitas mentiras e cancelar o casamento, é o espectador por excelência da peça encenada e corporizada por José Félix. Quanto a Duarte, acaba por ficar convencido de que não diz senão verdades. Os exageros românticos, o fluir constante das mentiras de Duarte e a comicidade das personagens interpretadas por José Félix, adquirem vida numa encenação que se inspirou na vivacidade da valsa, a dança romântica cujo ritmo acompanha o compasso do nosso espanto perante esta delirante comédia de enganos." (sinopse elaborada pelo Teatro Actus).

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Do Aquário ao Sermão de "Sermão de Santo António aos Peixes"


"A primeira coisa que me desedifica de vós - peixes - É QUE VÓS VOS COMEIS UNS AOS OUTROS. Não só vos comeis uns aos outros, SENÃO QUE OS GRANDES COMEM OS PEQUENOS. Se fora pelo contrário, era menos mal. Se os pequenos comessem os grandes, bastaria um grande para muitos pequenos; mas, como os grandes comem os pequenos, NÃO BASTAM 100 PEQUENOS, nem 1.000, PARA UM SÓ GRANDE, e, para que vejais que estes comidos na terra são os pequenos, e pelos modos que vós vos comeis no mar...OS HOMENS, COM SUAS MÁS E PERVERSAS COBIÇAS, vêm a ser como os peixes, que se comem uns aos outros...Santo Agostinho, que pregava aos homens, para encarecer a fealdade deste escândalo, mostrou-lho nos peixes; e eu, que prego aos peixes, para que vejais quão feio e abominável é, QUERO QUE O VEJAIS NOS HOMENS. Olhai, peixes, lá do mar para a terra...cuidais que só os tapuias (índios) se comem uns aos outros?. Muito maior açougue é o de cá, MUITO MAIS SE COMEM OS BRANCOS".

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Kitty, por Joana Lucas (texto e imagem)


Quando fiz um ano recebi um peluche que era a Hello KItty. Esse peluche acompanhou-me e continua a acompanhar-me. Como a Kitty é enorme, às vezes quando me sinto sozinha ou triste, e como não tenho irmãos agarro-me ao peluche para me reconfortar. Mesmo quando mudei de casa, a Kitty também veio. Aqui, eu continuo a estimá-la, porque quero que ela me acompanhe o máximo de tempo possível.
Joana
Nº13
8ºF

Mundo em que vivi, de Ilse Losa


O Mundo em que vivi é um livro de Ilse Losa, que nasceu na Alemanha, e que na altura da Primeira Guerra Mundial teve que fugir da Alemanha apenas por ser judia. A protagonista da obra chama-se Rose e conta-nos os rituais da religião judaica ao mesmo tempo que acompanhamos a transição da adolescência para a idade adulta.

Joana Lucas

domingo, 6 de abril de 2008

Falar verdade a mentir, de Almeida Garrett



Este período vamos estudar Falar verdade a mentir, de Almeida Garrett. A obra está disponível em pdf aqui.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

O Gil


Eu desde a minha infância, tenho tido sempre um companheiro, e esse companheiro é o Gil (mascote da Expo 98). Ele dormia comigo e ia comigo para todo o lado. Agora é o novo amigo do meu mano, fico contente por saber que o meu amigo Gil, ainda tem "força" para cuidar do meu peste favorito. O Gil esteve presente em todos, ou, em quase todos os momentos da minha infância até aos meus 10, 11 anos. Começo a ter saudades dele, mas sei que neste momento o meu irmão precisa mais dele do que eu. O Gil é muito giro, tem um penteado muito engraçado, usa sapatilhas e tudo, ele é um querido....

Liliana Patricia da Conceição Monteiro

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Oficina de Escrita


O poema de Adília lopes foi insparição para a recordação de objectos marcantes da nossa infância:

O Anel, de Rute

Quando eu era pequenina, com idade entre os 3 e os 4 anos recebi um anel da minha avó. É um anel cor-de-rosa e branco, que era dela e que eu cobiçava há muito. Normalmente, ela dava-me dinheiro, mas naquele dia deu-me o seu anel. Adoro-o porque foi ela quem mo deu e porque é muito bonito! É o objecto que eu mais estimo e que desde a minha tenra infância. Espero nunca o perder, pois ele é muito especial para mim, e traz-me boas recordações da minha avó.

Barbie, Sandra Cabral

Há dez anos que me acompanhas. Desde o Natal em que te recebi que és uma parceira de brinacdeiras e confidente de segredos. Agora, ligo-te menos, mas lembro com carinho do tempo em que brincávamos. Continuas no meu quarto e no meu coração.


A Barbie, da Xana

Em pequena, recebi uma Barbie que foi muito importante. Sentia-me a pessoa mais feliz do mundo quando brincava com ela. Levava-a comigo para todo o lado: ela falava, brincava, ria, mexia-se, cantava ou assim parecia. Um dia, sem querer, partiu-se- Fiquei muito triste, pois apesar de ter outras Barbies, aquela era especial.


Os desastres da boneca de Sofia, de Adília Lopes


Os desastres da boneca de Sofia



Era uma linda boneca de cera
loira de olhos azuis
enviada pelo pai de Paris
tinha um vestido de fustão
e sapatinhos de verniz
estava muito bem embrulhada
foi a criada quem desatou os cordéis
porém segundo Paulo a boneca não era forte
Sofia para lhe dar boas cores
pô-la ao sol
e a boneca cegou
como se lavam as crianças
deu-lhe banho com água sabão e uma esponja
e a boneca descorou
frisou-a com papelotes e um ferro quente
e a boneca ficou calva
de outra vez ensinou-a a fazer habilidades
pendurou-a por um cordão
e a boneca caiu
e a boneca ficou com um braço
mais curto do que o outro braço
um belo dia Sofia deu-lhe um escalda pés
e a boneca ficou sem pés
enfim Sofia fê-la trepar a uma árvore
ao cair a cabeça da boneca bateu numas pedras
e fez-se em mil pedaços
e a boneca velha sem cor
sem pés sem cabeça calva
que ninguém amava já
de que ninguém tinha saudades
feia como um bode
teve um alegre enterro
e uma sepultura com dois lilases
foi a enterrar coberta por um pano
de seda cor-de-rosa numa caixa de amêndoas
transportada num andor com argolas
para duas pessoas apenas
o que foi uma pena.


Adília Lopes

segunda-feira, 31 de março de 2008

Recados da Mãe, de Maria Teresa Maia Gonzalez, por Carla Silva

Recados da Mãe, de Maria Teresa Maia Gonzalez, por Carla Silva

Recados da Mãe é um livro muito especial, pois nele revi alguns momentos da minha vida. Recomendo-o a todos quantos se sentem tristes por perder alguém.

Sobre o livro:
A hustória baseia-se em duas irmãs que perderam a mãe há pouco tempo. Com a morte da mãe, Clara (10 anos) e Leonor (6 anos) teriam de ir viver com o pai, casado com Paula e com mais dois filhos. O pai não podia ficar com elas, por isso decide deixá.las a cargo da avó, o que revolta as meninas.

A minha vida não é nada disto, de Alexandre Honrado, por Deolinda

A minha vida não é nada disto, de Alexandre Honrado
Um livro interessante sobre a escola, a juventude, a droga, o amor, o desespero e a esperança.

terça-feira, 25 de março de 2008

O ouro de Delfos, de Hélia Correia

O ouro de Delfos, de Hélia Correia


Tudo se passa numa família de pessoas "adivinhas". O menino Mopsos, mal completa 8 anos de idade, vai viver para Tebas. Na viagem, Mopsos foi acompanhado por Tirésias, seu avô cego. Ambos se dirigiram para o Santuário de Apolo, em Delfos. Ali esperavam-nos aventuras e uma grande surpresa.


Liliana Monteiro

Diário Cruzado de João e Joana, de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, por Liliana Monteiro


Diário Cruzado de João e Joana
, de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, por Liliana Monteiro

Esta é a história de João e Joana, dois amigos que contavam tudo um ao outro. Tinham uma relação de amizade muito chegada. Nas férias de Verão separaram-se e é através do diário que vamos sabendo das suas aventuras.

Magalhães, Ana e Alçada, Isabel, Diário Cruzado de João e Joana, Editorial Caminho.

Liliana Monteiro

Operaçao Marmelada, de Manuela Ribeirao, por Sandra Cabral


Esta história começou numas férias de Ricardo e de Miguel em férias de Carnaval. Quando os dois amigos souberam que um oficial da força área foi raptado, os dois desconfiaram de uns estranhos mascarados que pareciam andar por tudo o que é sítio. Apesar de não terem provas, tudo levava aos mascarados. Os dois resolveram o mistério: o oficial da força aérea foi raptado por causa de uma simples receita de marmelada que foi confundida com algo mais valioso.

Ribeiro, Manuela, (ilustração de Pedro Morais) Operaçao Marmelada, Editora Âmbar , Porto.

Sandra Cabral

sexta-feira, 21 de março de 2008

Se houvesse degraus na terra..., de Herberto Helder


Se houvesse degraus na terra...

Se houvesse degraus na terra e tivesse anéis o céu,
eu subiria os degraus e aos anéis me prenderia.
No céu podia tecer uma nuvem toda negra.
E que nevasse, e chovesse, e houvesse luz nas montanhas,
e à porta do meu amor o ouro se acumulasse.

Beijei uma boca vermelha e a minha boca tingiu-se,
levei um lenço à boca e o lenço fez-se vermelho.
Fui lavá-lo na ribeira e a água tornou-se rubra,
e a fímbria do mar, e o meio do mar,
e vermelhas se volveram as asas da águia
que desceu para beber,
e metade do sol e a lua inteira se tornaram vermelhas.

Maldito seja quem atirou uma maçã para o outro mundo.
Uma maçã, uma mantilha de ouro e uma espada de prata.
Correram os rapazes à procura da espada,
e as raparigas correram à procura da mantilha,
e correram, correram as crianças à procura da maçã.

Herberto Helder

domingo, 9 de março de 2008

Semana da Leitura


Na sexta-feira passada, 7 de Março, lançámos um desafio a João Pedro Mésseder. Em breve mais notícias...
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quinta-feira, 6 de março de 2008

O Livro do Pedro

Maria, que traz um filho dentro da barriga, conta à sua filha a história da sua infância. Uma história simples, de uma criança feliz. O que torna esta história especial é o facto de Maria ter dois pais: O Pedro e o Paulo.

Foi esta a história que lemos hoje.

segunda-feira, 3 de março de 2008

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

O senhor Juarroz


Hoje foi dia de teatro... Durante cinquenta minutos, mergulhamos no universo do Senhor Juarroz, com uma pincelada de Magritte à mistura....
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

A propósito de A inaudita guerra...


Palavra românica // Palavra arábica

Castelo // Alcáçova
Romaria // Arraial
Arredores // Arrabalde
Ferrador // Alveitar
Moinho-de-água // Azenha
Tijolo // Adobe
Porco-montês // Javali
Escorpião // Lacrau
Lagoa // Alverca
Gruta // Algar
Leixão // Recife
Pandeiro // Adufe
Travesseira // Almofada
Violino // Rabeca
Tapete // Alcatifa, alfombra
Bofetada // Tabefe
Prisão, cadeia // Aljube
Fonte // Chafariz

domingo, 24 de fevereiro de 2008

A inaudita Guerra da Avenida Gago Coutinho | Mário de Carvalho


A pretexto de um adormecimento de Clio, musa da História e da criatividade, Mário de Carvalho coloca num mesmo espaço uma cena do séc. XII e outra do séc. XX.

A escolha da Av. Gago Coutinho não foi, certamente, aleatória, pois assim como o narrado por Mário de Carvalho é "inaudito" (nunca ouvido), também a aventura de Gago Coutinho foi, no seu tempo, inaudita: a travessia aérea do Atlântico Sul, entre Lisboa e o Rio de Janeiro, entre 30 de Março e 17 de Junho de 1922, na companhia de Sacadura Cabral.

Para leres o conto na íntegra clica aqui.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

O Senhor Juarroz | Gonçalo M. Tavares

O Senhor Juarroz
de Gonçalo M. Tavares com poemas de Roberto Juarroz
Um espectáculo absurdo e surrealista artísticamente inspirado na pintura de René Magritte.

Quinta-feira, de manhã, dia 28 de Fevereiro, vamos ao Teatro da Vilarinha, assistir à dramatização de O SENHOR JUARROZ, encenado por João Luiz, com cenografia de João Calvário, figurinos de Susanne Rösler, música de Pedro Junqueira Maia, desenho de luz de Rui Damas e interpretação de Patrícia Queirós e de Rui Spranger.




"
O Senhor Juarroz pensou num Deus que, em vez de nunca aparecer, aparecesse, pelo contrário, todos os dias, a toda a hora, a tocar à campainha. Depois de muito meditar sobre esta hipótese o Senhor Juarroz decidiu desligar o quadro da electricidade." Gonçalo M. Tavares

"O Senhor Juarroz por vezes punha uma venda nos olhos para não ser distraído pelas formas e cores das coisas. Quando as coisas além de existirem tambéPublicar mensagemm faziam sons, o Senhor Juarroz, em apoio da venda, utilizava algodão nos ouvidos. Porém, certas coisas, devido aos seus aromas fortes, insistiam em infiltrar-se pelo nariz do senhor Juarroz, o que o levava, por vezes, a tapá-lo com uma mola." Gonçalo M. Tavares

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Surpresa...


Esta imagem é de um livro que vamos conhecer na quinta-feira...
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Leitura Visual de O Aquário


domingo, 17 de fevereiro de 2008

Carta de Amor sem "U"


Adorável Monstrinha:

Nem sabes como adoro a maneira como te ris de boca aberta a mostrar a pastilha elástica. A forma como te penteias, à gato lambido, enfeitiça-me. Se não fosse a minha timidez perante ti, atrever-me-ia a dizer : “adoro-te” . Isto em voz alta e em todos os corredores da escola. Se não fosse proibido escreveria o teu nome em todas as paredes.

Gostaria de me encontrar contigo no pavilhão de mecânica, ainda hoje.

Beijos grandes,

Eu

André, Miguel, Bruno

Carta de Amor sem "I"


Meu amor,

Quero falar-te do meu amor por alguém de quem gosto abundantemente: tu.
Todas as horas penso na tua presença encantadora. És o meu bem. Quero-te para sempre, meu urso rechonchudo. Espero que nós possamos namorar para sempre e que me possas ajudar a superar todos os meus medos. Medos que só tenho quando estou longe do meu amor.Amanhã, quero-te ver-te na Praça das Flores. Após o encontro, vamos degustar um menu da McDonnald´s à luz das velas.

Uns abraços apertados,

Eu

PS. Desculpa a letra horrorosa, é da emoção.

Sara, Carla, Bruna Martins

Carta de Amor sem "E"


Minha amora afrodisíaca,

O aroma da tua fruta aromática ilumina todos os sonhos. Fico outra quando não oiço a tua voz maravilhosa. A chama da nossa paixão nunca acabará. A minha alma brilha ainda mais quando andas próximo, amor da minha vida. Amanhã, às cinco, na Rua dos Morangos com Chantilly, aguardo aí por ti.

Liliana, Rute e Mariana

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Carta de Amor sem "A"


Meu querido Pedro, meu bombom de mel:

Desejo muito que me dês um ósculo fogoso, peço-te que me deixes feliz todos os segundos com o teu poderoso efeito sedutor sobre mim. Peço-te que te encontres comigo hoje no centro do Porto, pois preciso de sentir esse teu odor irresistível. O teu corpo divino condiz com os teus olhos negros onde se escondem profundos segredos.
És o meu Deus perfeito, o único que me preenche. Espero que fiquemos os dois juntos neste mundo enorme. Sempre foste o homem que eu quis ter: sem ti o meu mundo dilui-se.
Espero que nos encontremos.
Um beijo do teu docinho, louco por ti.

Carla Machado, Pedro Sampaio, Andreia Patrícia e Ana Barradas

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Estamos a ler


Ana Barradas – Diário de Anne Frank, de Anne Frank.
Andreia – Tu, de Sandra Glover.
Bruna Martins: Lua de Joana e os Herdeiros da Lua de Joana, de Maria Teresa Gonzalez.
Bruna Barbosa – Os Piratas, de Manuel António Pina.
Carla Silva – Recados à mãe, de Maria Teresa Gonzalez.
Carla Machado – Rapto em Londres, de Manuela Ribeiro.
Xana – A minha vida não é nada disto!, de Alexandre Honrado.
Joana – O mundo em que vivi, de Ilse Losa.
Liliana – Mopsos, de Hélia Correia.
Rute – Diário de Sofia, de Luísa Ducla Soares.
Sandra – Operação Marmelada, de Manuela Ribeiro.
Sara – Perigo vegetal, de Ramon Caride.
Mariana – Parabéns, caloira, de Anabela Mimoso.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Oficina de Escrita

Diálogos Cruzados: Joana e Bruna

Já viste o que fizeste?
Basta, não percebo porque é que toda a gente me olha de lado.
O que fizeste foi bastante grave.
Recorda-me porque não me estou a lembrar de nada de especial.
Ainda por cima não sabes o que fizeste?
Ui, não sei o que se passa.
Na segunda de manhã, disseram-me que roubaste um anel de ouro ao ourives.
Não roubei nada na segunda nem entrei na ourivesaria.
Acho que não serias capaz.
Até amanhã, não estou para me aborrecer, eu já disse que estou inocente.

Oficina de Escrita



Diálogos cruzados CARLA / ANDREIA

C
omo é que é possível ?! Roubaste-me o anel!
Ah?! como podes pensar isso de mim,seria incapaz de fazer essa barbaridade.
Achas que o meu pai ia inventar isto? Ele viu tudo.
Nada disso, tu conheces-me seria incapaz de o fazer.
Realmente, eu achava que tu não eras capaz.
Depois de duvidares de mim, depois de tudo o que fiz por ti!
Lamentavelmente, a nossa amizade acaba aqui.
Respondia-te à letra, mas não mereces.
A tua atitude só mostra que o meu pai tem razão
É
s mesmo má,
Infelizmente, perdi tempo contigo
A vida continua...

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

A Princesa que queria ser Rei, de Sara Monteiro


"[...] Não, não era bem a filha de que os pais estavam à espera, longe disso. Desde logo, quando nasceu, já era diferente de todas as outras crianças, uma pequena bola envolta em tanto pêlo que até os físicos ficaram espantados.- Rainha - disseram eles quando o silêncio se tornou demais embaraçoso - a princesa é um bocadinho peluda. Mas de resto - acrescentaram- é perfeita como uma flor. [...]"

Jamais se vira uma princesa assim: tão grande, tão bela e tão peluda que causava espanto a quem para ela olhasse. Desde criança que o seu maior desejo era herdar o trono e governar.
Mas o rei e as leis diziam que apenas um homem o podia ocupar. Esta é a história da luta da princesa para provar que é tão boa como qualquer homem. E mesmo melhor.
Esta é uma história de príncipes, princesas, reis e rainhas diferente do habitual.


Um livro escrito por Sara Monteiro e ilustrado por Pedro Serapicos

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Mundo em que Vivi, de Ilse Losa, por Bruna Martins.

O Mundo em que vivi é um livro de Ilse Losa de 1943 que fala de uma jovem judia – Rose - que passou parte da sua infância com os avós. Esta história conduz-nos à primeira infância de Rose, nos finais da primeira guerra mundial. Faz-nos sentir o desgosto pela humilhação que os judeus sentiam ao serem acusados de todas as desgraças ocorridas nessa altura. Com o nazismo, muitos judeus acabam nos campos de concentração. Rose relata-nos a sua vivência nesses campos. Rose conta-nos os rituais da religião judaica, como por exemplo "o Passah" , a Páscoa dos judeus, a qual era passada em casa dos avós como manda a tradição. Notamos também ao ler, a difícil passagem pela adolescência até ser adulto.

Li com bastante interesse este livro e recomendo-o. A Joana será a próxima leitura de O mundo em que vivi.